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quarta-feira, dezembro 28, 2016

Justiça manda soltar mulher que fez ofensas raciais a PM negro

A Justiça de Campo Mourão, no centro-oeste do Paraná, mandou soltar a mulher presa em flagrante por injúria racial contra um policial militar negro. A decisão foi tomada nesta terça-feira (27), após audiência de custódia realizada no Fórum da cidade. A juíza Luzia Terezinha Grasso Ferreira estabeleceu fiança de R$ 1 mil, que já foi paga. Até as 21h55 desta terça, a mulher continuava detida na Delegacia de Campo Mourão. O filho dela, preso por embriaguez ao volante e desacato, foi solto por volta das 12h, após mediante fiança de R$ 1 mil. Além do valor, o jovem deve ainda cumprir recolhimento domiciliar noturno, nos fins de semana e feriados. Na decisão que determina a soltura, a juíza diz que a mulher não tem antecedentes criminais e não apresenta indícios de periculosidade, “embora tenha adotado conduta desrespeitosa para com o policial que atendia outra ocorrência no local do evento”. A Polícia Civil havia determinado fiança de R$ 3 mil, mas a magistrada considerou a declaração da mulher, que disse que é estudante e que recebe apenas R$ 350 por mês. No entanto, para a juíza, não é possível saber se a informação procede ou não. “Não sendo possível dar-lhe credibilidade de imediato, visto que no local do evento apresentou-se como policial federal, o que não era verdadeiro”, diz o despacho. Por isso, a juíza estabeleceu a fiança em R$ 1 mil e determinou a expedição do alvará de soltura após o pagamento. Entre as condições para a liberdade, a mulher tem obrigação de comparecer perante a autoridade sempre que intimada e não pode mudar de endereço sem autorização prévia. Sobre a confusão O caso aconteceu na tarde de domingo (25), quando a mulher tentava defender o filho, que foi pego por dirigir embriagado, segundo a Polícia Civil. Ao chegar ao local do acidente, ela se apresentou aos policiais como agente da Polícia Federal e disse que trabalhava na equipe do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em 1ª instância. Segundo a Polícia Militar (PM), nenhuma das informações é verdadeira. O policial que estava atendendo a ocorrência pediu os documentos da mulher para confirmar a informação, mas a ela se recusou. Em seguida, ela fez ofensas racistas ao policial militar, que é negro. O tenente da PM José Carlos Francelino contou que a mulher proferiu palavras que ofenderam a honra do PM, o que configura injúria racial. “Chamando, entre aspas, de macaco, negão, e outros nomes, até quando chegou aqui no nosso batalhão”, relatou. Na segunda-feira (26), a mulher foi indiciada por injúria racial e o filho por embriaguez ao volante e desacato. Fonte: RPC

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