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sexta-feira, janeiro 06, 2017

Polícia vai ouvir motorista de ônibus que se acidentou e matou 7

A Polícia Civil vai ouvir o motorista e alguns passageiros do ônibus que se acidentou em Campo Mourão, região centro-oeste do Paraná, e deixou sete pessoas mortas e mais de 30 feridos. De acordo com o delegado Marcelo Trevisan, responsável pelas investigação que apura as causas do acidente, laudos e perícias também vão embasar o inquérito. Em entrevista uma passageira, que preferiu não se identificar, contou que não conseguia dormir durante a viagem porque, segundo ela, o ônibus estava em alta velocidade. “A velocidade do ônibus já chamava atenção, assim já era algo que preocupava um pouco, porque a gente percebia que o ônibus estava em alta velocidade”, disse. “Eu me lembro da fala da passageira que estava do meu lado, quando ela gritou: meu Deus, agora foi”. Em um primeiro momento, ela pensou que fosse apenas uma manobra brusca. “Mas só deu tempo de sentar na poltrona e sentir o primeiro impacto, aí o ônibus começou a capotar, as pessoas sendo arremessadas de suas poltronas, as bagagens caindo para todos os lados. O vidro do ônibus sendo estraçalhado”, contou. A mulher, moradora de Maringá, passou o ano novo com parentes em Foz do Iguaçu e estava voltando pra casa. Ela conta que sempre fazia esse trajeto, mas, dessa vez, o motorista não teria orientado os passageiros sobre o uso do cinto de segurança. Tanto o uso quanto a orientação são obrigatórios nesse tipo de viagem. “Normalmente o motorista ele não dá isso como uma sugestão, ou como uma opção, ele se impõe de forma que o passageiro se assegure através daquela ação de usar o cinto de segurança. De fato foi algo que não aconteceu nessa situação específica”, relatou. A passageira, que teve alta no fim da tarde desta quarta-feira (4), sofreu um corte na cabeça e escoriações pelo corpo e ainda custa a acreditar que não sofreu nada mais grave. “Quando eu paro pra pensar e me lembrar de cada detalhe, de toda a cena, daquele ônibus capotando. A minha única constatação: eu sou um milagre de Deus vivo hoje”, disse. O departamento jurídico da Expresso Maringá, proprietária do ônibus, contesta a versão da passageira, e afirma que todos os motoristas da empresa passam por seleção rigorosa e treinamentos constantes. O jurídico da empresa disse também que o repasse das informações sobre o uso do cinto é uma determinação da empresa, para cumprimento de normas de segurança para o transporte de passageiros. Ainda de acordo com a Expresso Maringá, essas informações são repassadas em primeiro lugar para a segurança dos passageiros, e depois para evitar penalidades à empresa e ao motorista. Sepultamentos Os corpos das sete vítimas foram velados e sepultados nesta quarta-feira em Maringá e Sarandi, no norte, e em Marechal Cândido Rondon, na região oeste do estado. Em Sarandi, parentes e amigos se despediram de três pessoas da mesma família. O pai, a mãe e a filha, de 3 anos, que tinha acabado de concluir o tratamento contra leucemia, morreram no acidente. O casal e três filhos tinham ido para Foz do Iguaçu, para comemorar a virada de ano. Um outra filha, uma menina de 10 anos, e um menino, de 18, ficaram feridos e foram internados em hospitais de Campo Mourão. A investigação O acidente aconteceu na madrugada de terça-feira (3) no anel viário de Campo Mourão. O motorista perdeu o controle do ônibus e saiu da pista por volta das 3h30, no entroncamento da BR-158 com a PR-317. O veículo caiu em uma ribanceira de mais de 30 metros de alturam. O ônibus saiu de Foz do Iguaçu, no oeste, na noite de segunda-feira (2), e seguia para Maringá. O acidente ocorreu no trecho final da viagem. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encaminhou para perícia o disco do tacógrafo apreendido. A última marcação de velocidade apontava uma velocidade de aproximadamente 100 quilômetros por hora. A velocidade máxima permitida no local é de 40 quilômetros por hora. De acordo com o delegado as informações do tacógrafo também serão anexadas ao inquérito. “A juntada de documentos, como o tacógrafo por exemplo, e outros documentos e laudos periciais que vão ser elaborados, tudo isso vai permitir que a gente conclua esse inquérito”, afirmou Trevisan. Fonte: RPC

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