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sexta-feira, março 31, 2017

Pane Seca: quadrilha colocava chip em bombas de gasolina e vendia combustível “aguado”

A Secretaria de Estado da Segurança Pública divulgou nesta quinta feira (30) detalhes sobre as fraudes em postos de combustíveis investigadas pela Operação Pane Seca. A primeira fase da ação foi deflagrada no último sábado (25) e uma segunda etapa nesta quarta feira (29). A operação atinge estabelecimentos de Curitiba, de municípios da Região Metropolitana, de Ponta Grossa, e ainda de Maringá. Vários mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas duas fases da operação. Ao todo, oito pessoas foram presas e duas seguem foragidas até o fechamento desta reportagem. Nove postos de combustível foram interditados após ficar comprovada a fraude nos estabelecimentos. A quantidade de dinheiro apreendida reforça a teoria de que o esquema acontece há anos. Em uma das buscas, em Maringá, a polícia encontrou um balde com R$ 154 mil em espécie, e ainda R$ 2 milhões em cheques. Foram apreendidos vários cadernos que registravam os lucros registrados com a fraude. Fraude remota A operação é coordenada pela Delegacia de Crimes contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcom) em parceria com o Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep). O delegado da Delcom, Guilherme Rangel, explica que três quadrilhas comandavam o esquema e fraudavam a qualidade e também a quantidade de combustível comercializada. “Eles instalavam um chip nas placas que ficam dentro das bombas de gasolina o que adulterava o contador”, explica. Com o equipamento, o tanque era abastecido com até 8% menos combustível do que a bomba acusava, e podia ser controlado remotamente, inclusive por celular. Segundo o delegado, a investigação apura se a tecnologia vinha ou era exportada para outros estados brasileiros. Além disso, eles adulteravam a fórmula do combustível. “Por exemplo, era vendida gasolina com 69% de álcool e água. Ou seja, só 31% era gasolina, quando a legislação exige que sejam 75%”, fala Rangel. Assassinato acelerou investigações As investigações são realizadas há seis meses, no entanto, com o assassinato do fiscal de postos de combustíveis, Fabrizzio Machado da Silva, na quinta feira passada (23), o cumprimento dos mandados teve que ser agilizado. O fiscal era presidente da Associação Brasileira de Combate à Falsificação de Combustíveis e teria informado o Ministério Público das irregularidades apuradas pela operação. A suspeita é de que a atuação profissional dele tenha motivado o assassinato. Entidade quer "Pane Seca" nacional Após as duas fases da Operação Pane Seca, o Sindicombustíveis (Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná) declarou apoio e incentivou as investigações. A entidade alega que nos últimos meses intensificou o contato com os órgãos fiscalizadores e defende a importância da realização de operações semelhantes com mais frequência. Ainda de acordo como Sindicombustíveis, a Operação Pane Seca deve continuar e deve abranger todas as regiões do Paraná e, até mesmo outros estados. Massa News

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