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terça-feira, março 07, 2017

Polícia acata legítima defesa, mas segue com as investigações sobre a morte de policial

Beatriz Pereira Torres, de 53 anos, esposa do policial civil Adalton Rogério Torres, de 56 anos, assassinado na madrugada de segunda-feira (6), na casa em que morava, em Maringá, detalhou à polícia como o crime teria sido executado. Conforme o depoimento, “ela pediu ajuda aos colegas do marido depois que Adalton, teria disparado duas vezes a pistola ponto 40 da polícia. Os colegas retiraram ela da casa e a levaram para ficar em segurança em um hotel. Mas, ela afirmou que não conseguia dormir, pois o marido havia ameaçado de morte o filho, a nora e os netos”. Beatriz ainda afirmou que “saiu do hotel e foi para casa tentar conversar com o marido, mas que foi novamente agredida e abrigada a deitar na cama com ele, que colocou um revólver de calibre 38 embaixo do travesseiro. Por volta de 3 horas, quando o marido dormiu, ela buscou um martelo e o revólver de calibre 32, bateu com o martelo na cabeça dele e depois atirou”. Durante o depoimento, a mulher destacou que “era constantemente ameaçada, agredida física e verbalmente, e que era mantida em cárcere privado, impedida de sair de casa”. Neste primeiro momento, diante da confissão de autoria de Beatriz, a polícia acatou a tese de legítima defesa e ela, a princípio responderá em liberdade. O responsável pela Delegacia de Homicídios, Diego de Almeida, explicou, no entanto, que as investigações continuam, até para descartar ou não a participação do filho no crime. “Vamos proceder, no decorrer do inquérito com as perícias necessárias acerca da autoria do crime”, disse. “Os dois, mãe e filho serão submetidos a exames residuográficos, para detectar a presença de pólvora nas mãos”. O delegado disse ainda que “o filho pegou a mãe no hotel e a levou até a casa do pai”. “Ele tirou ela da segurança do hotel e a levou até em casa, vamos investigar tudo isso”. Despedida O corpo do policial foi sepultado no fim da manhã desta terça-feira (7), em Maringá. Colegas, amigos, familiares e vizinhos acompanharam o velório e o cortejo. Adalton era tido como uma pessoa muito bacana e policial dedicado, tendo trabalhado mais de 32 anos na Polícia Civil do Paraná. A esposa, que assumiu a autoria do crime não compareceu ao velório, apenas o filho, que foi ao local durante a madrugada. “Ele abraçou o caixão, chorou muito e disse que o pai tinha sido muito bom para ele”. Colaboração Índio Maringá/Marcos Vinícius/Rede Massa

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