terça-feira, maio 30, 2017

Após 11 assaltos, a 12

O medo e angústia estão presentes no cotidiano dos cerca de mil moradores do Jardim Sumaré, região norte de Maringá. Distante sete quilômetros do Centro da cidade e separado pelo Contorno Norte, o bairro enfrenta uma onda de arrombamentos sem precedentes. Moradores dizem que, aproveitando da falta de policiamento constante e da demora da polícia em atender a um chamado de socorro, ladrões passaram a agir a qualquer hora do dia e da noite e nem mesmo muros altos, cachorros, cercas elétricas, alarmes e câmeras são barreiras para os criminosos . Na verdade, nem tudo é caos no Sumaré. Em ao menos um quarteirão a tranquilidade ainda existe. Dentro de uma pequena mercearia, ao lado do caixa, repousa um instrumento capaz de afugentar o mal e assegurar a paz e o sossego: uma escopeta calibre 12, cano longo e capacidade para sete cartuchos. Apenas para efeito comparativo, a cinco metros de distância o buraco aberto por uma munição desse naipe equivale à dimensão de um punho fechado. Comprada há dois anos, a potente arma garante não apenas a segurança do dono do estabelecimento, mas de vários outros comerciantes vizinhos. "É verdade. Desde que essa arma chegou, a gente se sente mais seguro. Esse cara é incrível, não tem medo de nada", destaca um vizinho, ao se referir ao dono da escopeta, o comerciante Fernando, 59 anos. O Diário

Nenhum comentário: