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quarta-feira, julho 26, 2017

Sem-terras dizem que não vão sair de fazenda ocupada

Cerca de 1,2 mil pessoas ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) ocuparam no início da manhã de terça-feira (25), a Fazenda Lupus, no município de Alto Paraíso, a 70 quilômetros de Umuarama. Os líderes pedem a desapropriação imediata da área, de 1.250 alqueires. Tocada por 12 arrendatários, que preparam a terra para plantio, a fazenda foi declarada improdutiva em decisão judicial de primeira instância. O proprietário, Luiz Carlos Lobo, do grupo Nutriara (Foster), recorreu e iniciou-se a batalha jurídica. Há vários anos, dezenas de famílias estão acampadas perto da propriedade. Elas integram um outro movimento, a Contag (Confederação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura). O assessor especial para assuntos fundiários do governo do Estado, Hamilton Serighelle, esteve em Alto Paraíso durante a tarde. Ele se reuniu com coordenadores do MST, da Contag, lideranças policiais e o prefeito da cidade, Dercio Jardim Junior. No encontro ficou definido que o movimento deve ser pacífico e um novo encontro deverá acontecer no próximo dia 8. O prefeito demonstrou preocupação diante do aumento populacional no município, de 3.700 moradores, já contando as famílias da Contag. De acordo com ele, os serviços de saúde já estão no limite e sem o apoio do governo será muito difícil garantir atendimento às famílias que chegaram ontem. Serighelle disse que haverá aporte do Estado. O assessor responsabilizou o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) pela ocupação. “O Incra está devagar, está inerte”, disse a OBemdito. Segundo o assessor, 1.500 famílias deveriam ser assentadas por ano no Estado. Nos últimos sete anos, apenas 600 famílias tiveram a situação regularizada, de acordo com Serighelle. O Bemdito

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