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quarta-feira, agosto 23, 2017

Em seis meses, 144 pessoas morreram em confronto com polícia no PR

Dados divulgados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), um dos braços do Ministério Público do Paraná, mostram que 144 pessoas morreram em confrontos com policiais do Estado nos seis primeiros meses deste ano. Em Maringá, foram registradas duas mortes, assim como em Sarandi. A maior parte das mortes aconteceu em confrontos entre suspeitos e policiais militares. Foram 138 mortes, contra duas por policiais civis e quatro por guardas municipais. Esse é um número alto, se comparado com os dados de 2015, quando 247 pessoas foram mortas ao longo de todo o ano, mas é menor que o registrado no ano passado: foram 264 mortes, das quais 149 aconteceram apenas no primeiro semestre. A Região Metropolitana de Curitiba concentra o maior número de casos (61), mas, no Norte, Londrina lidera o ranking, com 14 mortes em confronto. Em Maringá, os registros oficiais dão conta de que foram duas mortes em apenas um confronto policial, que aconteceu no dia 4 de abril, quando dois homens suspeitos de praticar roubos de carro morreram, após trocar tiros com policiais militares na Avenida Guaiapó. A PM disse, na época, que os suspeitos capotaram o veículo durante a fuga e tentaram atirar contra a equipe, mas foram mortos no revide. Eles eram acusados de roubar dois veículos na noite em que morreram. Os dados consideram apenas os seis primeiros meses, mas o número de mortes em confronto na cidade subiu para quatro, no dia 15 de julho, quando outros dois rapazes morreram no Jardim Ipanema. A Polícia Militar afirmou que uma equipe das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas patrulhava a Avenida Cerro Azul quando avistou os dois jovens, de 25 e 26 anos, em atitude suspeita. Os dois teriam fugido e reagido à abordagem, apontando as armas para os policiais, mas foram baleados pelos PMs e morreram no local. Segundo o Ministério Público, todos os casos em que a polícia relata que houve morte em confronto são acompanhados e a maioria dos óbitos são em decorrência de confronto real. "As situações em que há indícios de execução geram procedimentos investigatórios que podem levar à responsabilização dos policiais. Quando é constatado crime doloso, os agentes são levados a júri popular", afirma, por meio da assessoria de imprensa. Outro dado apresentado pelo Ministério Público é o perfil das pessoas que morreram em confrontos neste semestre: 48,6% são negros, considerando que 28,5% da população paranaense se declara dessa cor; e 60,4% tem entre 18 e 29 anos. O Diário

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