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terça-feira, setembro 19, 2017

Manifestantes planejam acampar em frente à delegacia e impedir entrada de presos

O abaixo-assinado que pede o fim da cadeia pública de Sarandi na Rua Guaiapó, no Centro da cidade, teve cerca de 10 mil assinaturas e deve ser encaminhado para a Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) na próxima semana. O advogado José Wlademir Garbuggio, um dos idealizadores do documento, afirmou que se o Governo do Estado não tomar alguma providência, uma manifestação será realizada no local. "Se não tivermos uma resposta rápida, faremos um manifesto. Vamos convocar a sociedade para colocar barracas em frente à delegacia e partir para cima, não deixando mais presos entrarem", garantiu o advogado. Atualmente, a cadeia pública de Sarandi tem 176 presos, mas a capacidade é para apenas 48. O local está em situação precária, conforme afirmou o secretário de Trânsito e Segurança, Joel Inglês, em entrevista ao portal odiario.com. A própria prefeitura de Sarandi já contatou a Sesp e ofertou três terrenos para a construção de uma nova cadeia. Sem resposta e por conta do medo de algo ruim acontecer, como uma fuga em massa, foi criado o abaixo-assinado e distribuído pelo comércio, igrejas e vários locais da cidade. "Estamos recolhendo [as assinaturas colhidas] e pretendemos entregá-las na semana que vem", afirmou Garbuggio. Outro lado Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) afirmou que a cúpula da segurança pública tem trabalhado para reduzir o número de presos em delegacias. Segundo a pasta, semanalmente, o Comitê de Transferência de Presos (Cotransp), que conta com representantes do Poder Judiciário e do Ministério Público, autoriza a transferência de 100 a 150 presos de delegacias para o sistema prisional. No entanto, as vagas só são abertas com a saída de presos e, para isso, é preciso autorização do Poder Judiciário. Sobre a questão de superlotação, a Sesp informou que o Paraná tem um pacote de 14 obras– entre reformas e novas construções – para unidades prisionais, o que permitirá uma ampliação de cerca de 7 mil o número de vagas no sistema penitenciário estadual. Desta forma, será possível transferir os presos que estão custodiados em delegacias da Polícia Civil. Segundo a Sesp, até o fim deste ano serão abertas 598 vagas com o término das obras da Cadeia de Campo Mourão (já consta com mais de 30% da obra executada) e do Centro de Integração Social de Piraquara (que será retomada nos próximos dias). Ainda segundo a pasta, nas próximas semanas começam as obras na Penitenciária Industrial de Cascavel e na Penitenciária Estadual de Piraquara 1 e 2 e ainda neste semestre está previsto o início das ampliações da Casa de Custódia de Piraquara e da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu 1 e, também a abertura das licitações para a Penitenciária Estadual Piraquara 1 e do Centro de Integração Social de Campo Mourão. A nota diz que até o meio do ano que vem serão abertas mais de 2,4 mil vagas e até o fim de 2018 todas as quase 7 mil novas vagas. Outra alternativa, segunda a Sesp, é a adoção das tornozeleiras eletrônicas para aqueles presos que cometeram crimes de menor potencial ofensivo e que são monitorados a partir do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária. O número de presos monitorados subiu de 500, no início de 2015, para aproximadamente 5,6 mil este ano. O Diário

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