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domingo, outubro 29, 2017

Advogado e delegado divergem sobre resultado de reconstituição de crime

O resultado da reconstituição do crime do açougue, na manhã desta sexta-feira (27), não foi unânime. Como era esperado, a defesa do réu, Edinaldo Ferreira da Silva, afirma que o trabalho ajudou a provar que o cliente dele não teve a intenção de ferir as pessoas e o delegado titular da Delegacia de Homicídios, que conduz as investigações, Diego Elias de Freitas, defende o contrário. Defesa e acusação aguardam o laudo do Instituto de Criminalística, que mostrará, oficialmente, como o crime aconteceu. Silva foi acompanhado por peritos, enquanto contava a versão dele sobre o crime. Dentro do açougue, foram posicionadas pessoas, nos pontos em que estavam no momento em que o atirador efetuou os disparos que atingiram uma assadeira de frangos e dois clientes – dos quais um morreu. A maioria das pessoas que estava na reconstituição eram as próprias testemunhas que presenciaram o crime. Segundo as imagens de segurança do próprio açougue, Edinaldo teria atirado de dentro de uma caminhonete Toyota Hillux. Um veículo, de mesma marca e modelo, foi posicionado também no local onde o atirador parou e descarregou o revólver calibre .38. De dentro do veículo, os peritos fizeram medições e o acusado mostrou também como teria atirado. Para o advogado de Silva, Israel Batista de Moura, as medições feitas pelos peritos mostraram que Silva não teve a intenção de ferir ninguém. "Os equipamentos mostraram a trajetória real: ele mirou na assadeira de frangos e, ocasionalmente, infelizmente, os tiros atingiram algumas pessoas", diz. Moura também esclarece que, diferentemente do que foi noticiado anteriormente, não foi ele quem solicitou o pedido de reconstituição, e, sim, a promotoria. A defesa apenas aceitou, pois já havia solicitado o recurso antes da denúncia pelo Ministério Público. "Uma novidade é que uma das pessoas que estava assistindo à reconstituição também disse que presenciou o crime e disse que ele [Silva] estava com a arma na cintura, depois saiu, entrou no carro e atirou na assadeira. Isso mostra que, se a intenção tivesse sido matar, ele poderia ter sacado a arma dentro do açougue, mas não fez isso. Embora, essa versão [da possível testemunha] também não proceda, porque o próprio réu disse que pegou a arma no porta-luvas do carro", conta. Já para o delegado Diego Elias de Freitas, a reconstituição ajuda a provar a suspeita que já consta no inquérito: que a intenção do atirador era matar. "Essa versão dele [do advogado], não está de acordo com o que verificamos no local. Os tiros foram efetuados numa trajetória que demonstra a intenção de ferir. Eles foram feitos de baixo para cima: os primeiros tiros chegaram a atingir a parte de baixo da máquina [assadeira], mas ele foi conduzindo a arma para a parte de dentro do açougue e subindo. Tanto que o terceiro tiro atingiu o braço de um cliente, o quarto e o quinto as costas de Adelso e o sexto foi a poucos centímetros da cabeça do proprietário [do açougue]. Se ele quisesse atingir apenas a assadeira, teria mantido a trajetória [no mesmo ponto]". Todos os dados coletados no local serão analisados pelos peritos, que emitirão um laudo oficial, com a trajetória dos disparos e as medições, feitas pelos aparelhos. Segurança Durante toda a reconstituição, o acusado usou colete balístico, para evitar possíveis tentativas de homicídio contra ele. A medida foi necessária, especialmente, por ser um caso de grande comoção popular. Ele foi conduzido novamente à Casa de Custódia de Maringá. O Diário

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