quinta-feira, janeiro 11, 2018

Mortes violentas caem ao menor patamar desde 2000, em Campo Mourão

Campo Mourão terminou 2017 com 16 mortes por crimes violentos, no ano. O número, segundo balanço divulgado pela Polícia Civil, é o menor desde 2000, quando foram registrados 12 homicídios. De acordo com o delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, Nagib Nassif Palma, a redução se deve, principalmente, às ações contra traficantes violentos. A queda histórica, conforme Palma, pode ser ainda maior do que os números apontam. "O Sistema Controle de Ocorrências Letais (SCOL) que diferencia homicídios dos demais crimes violentos, como feminicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio, só foi implantado em 2012. Antes disso, não havia essa separação e, muitas vezes, eram contabilizados só os homicídios", explica. O sistema usado internamente pela polícia do Estado, facilita as pesquisas sobre dados de todas as ocorrências letais. Como uma forma de baixar os índices de mortes violentas, que já chegaram a 48 em 2010, a Polícia Civil resolveu atacar a "fonte" da maior parte dos homicídios: o tráfico de drogas. "Começamos a focar no planejamento operacional, para tirar os homicidas de circulação, garantindo que eles ficassem presos e não pudessem mais matar. Não necessariamente o tráfico diminuiu, mas posso te afirmar que a violência que envolve o tráfico, reduziu consideravelmente", diz o delegado. Desde 2015, os homicídios e outros crimes violentos têm apresentado queda, na cidade: em 2014, foram 30 homicídios, quase o dobro do registrado no ano passado. Outras informações que corroboram com a afirmação de Palma são as descrições das mortes, que apontam variedade de bairros, motivações, armas utilizadas e horários dos homicídios, o que geralmente não acontece quando há disputas violentas provenientes do tráfico de drogas. "De motivação direta motivada pelas gangues de traficantes, nós tivemos apenas quatro homicídios, o restante foram crimes passionais, por ciúmes, vingança, briga entre vizinhos, desentendimento no trânsito, entre outros, que são crimes de oportunidade, não tem como prever". Em relação aos meios utilizados para matar, apenas metade foram armas de fogo, que comumente são usadas em execuções por brigas do tráfico. Em outras cinco mortes, foram usadas armas brancas (como facas), duas por agressão física e uma por objeto contundente (como pedaços de madeira). Nesse período, também houve mudança no perfil das vítimas: a maioria é branca (9), e não há uma faixa etária predominante. "A maioria das vítimas no tráfico, tem entre 15 e 25 anos. Nesse relatório, você pode ver que tem pessoas de 17 a 64 anos e não há uma concentração, tem praticamente uma de cada idade", analisa Palma. Elucidação Dos 16 homicídios, 12 já foram solucionados, com provas formais de autoria dos crimes e, nos outros quatro casos, a autoria do crime ainda não foi comprovada, o que aponta um índice de elucidação de 75%. Sete dos autores identificados também já estão presos e cinco foram indiciados. O delegado ressalta que a diminuição dos crimes violentos e a elucidação só foram possíveis também pela sinergia entre a Polícia Civil com os demais órgãos: "A PM [Polícia Militar] no policiamento preventivo; o Judiciário e o Ministério Público dando as medidas cautelares que a gente pede, como mandados de busca, prisão preventiva, dando prosseguimento aos indiciamentos; e a própria população, acreditando na gente e passando as informações. O Diário

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