quarta-feira, janeiro 17, 2018

Polícia investiga estelionatários que 'alugam' imóveis

A Polícia Civil de Umuarama está investigando uma possível quadrilha que estava aplicando o golpe do aluguel na cidade. De acordo com o delegado operacional Fernando Ernandes Martins, apenas um boletim de ocorrência foi registrado, porém, é provável que existam mais vítimas. Segundo relatado à Polícia, uma pessoa divulgou nas redes sociais um imóvel para alugar. O valor abaixo de mercado e a possibilidade de alugar diretamente com o proprietário foram os atrativos para que várias pessoas se interessassem pela residência. A vítima informou que o falso dono a levou para ver o imóvel. Ele possuía as chaves e o controle do portão, e explicou sobre os cômodos, aparentando realmente conhecer o ambiente. O negócio foi fechado – sem assinatura de qualquer tipo de contrato – e um aluguel antecipado no valor de R$ 550,00 foi cobrado para que as vítimas pudessem supostamente entrar na casa cinco dias depois. O valor originalmente cobrado pela proprietária, através de imobiliária, é de R$ 850,00. “É alguém que tem acesso à imobiliária ou pediu a chave para ver a casa e a imobiliária entregou e não acompanhou a visita. O golpista estava com chave, controle do portão e conhece os detalhes para dar veracidade, ou seja, é gente que se preparou para aplicar o golpe”, explica Martins. A investigação se complica pelo fato de não haver muitos detalhes que possam levar à identificação do estelionatário (ou quadrilha). O perfil possivelmente falso nas redes sociais foi apagado. O telefone de contato não atende mais. Dicas Para o delegado, as pessoas precisam se precaver quando virem anúncios em redes sociais. Em caso de aluguel de imóveis, o ideal é fazer o procedimento através de imobiliária ou registrar contrato em cartório. “A pessoa precisa tentar se certificar se quem anunciou o imóvel é realmente o proprietário. Para isso pode pedir uma conta em nome desse dono, ver a escritura ou algum documento para se certificar. Infelizmente hoje em dia não dá pra ficar confiando apenas na palavra”, explica o delegado. Martins lembra que valores muito abaixo de mercado também podem ser sinal fraude. Para a Polícia Civil, pode haver mais vítimas. A indicação é para que quem foi lesado procure a Delegacia e registre o crime, até mesmo para contribuir com o inquérito. Com informações do OBemdito

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