sexta-feira, março 30, 2018

Polícia prende assaltantes envolvido em roubo a bancos e carros-fortes no Paraná

Um dos principais articuladores dos violentos e recentes assaltos a bancos e carros-fortes no Paraná foi preso, nesta segunda-feira (26), pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil. Celio Afonso da Silva, de 42 anos, conhecido como Coelho, integra uma facção que atua dentro e fora dos presídios e os ataques serviam também para financiar as ações dos criminosos. Ele é suspeito de participar, só neste ano, do planejamento e excussão do roubo aos cinco carros-fortes na região dos Campos Gerais – que resultou na morte de quatro pessoas, entre elas um bandido –, no início de fevereiro, e nas explosões a bancos em Palmeira e Pitanga. “Tivemos este ano uma nova onda de ataques a bancos e carros-fortes, o que levou a um esforço concentrado da Polícia Civil, Polícia Militar, Departamento de Inteligência e de outras agências de segurança para identificar e cessar esse tipo de crime que vinha chocando a sociedade pela violência e ousadia das ações”, explicou o delegado-chefe do Cope, Rodrigo Brown. A polícia chegou até Silva após uma longa investigação. No início do ano, cinco moradores foram feitos de reféns na explosão de um caixa eletrônico em Guaraqueçaba, litoral do Paraná. Houve troca de tiros com a Polícia Militar, o grupo tentou fugir com uma lancha e até com a ambulância da cidade, mas acabou utilizando o carro de um morador. No local, Silva perdeu um celular, que ajudou a guiar o trabalho policial. Posteriormente, após uma abordagem da Polícia Militar, ele fugiu mais uma vez, mas a esposa dele foi presa com várias munições e também com um celular. Durante a perícia no aparelho, foram encontradas imagens dele manuseando um fuzil .50, que foi apreendido no ataque aos carros-fortes na BR-376. Na última sexta-feira, cinco suspeitos foram presos nas cidades de Curitiba e Almirante Tamandaré, Região Metropolitana da Capital (RMC). Eles traficavam drogas, cometiam outros crimes e teriam ligação com Silva, que acabou encontrado em São José dos Pinhais, onde estava escondido. PERIGOSO – Além de possuir dois mandados de prisão em aberto e condenações que chegam a 34 anos de prisão, Silva responde ainda a mais de 30 processos por tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio, roubo, organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo e uso de documentos falsos. Ele já foi reconhecido como um dos integrantes de um assalto em Balsa Nova, no qual a família do gerente de um banco foi sequestrada, e uma tentativa de assalto a banco em Ortigueira, ambos em 2017. Desde 2007, ele já foi preso quatro vezes, uma das últimas pelo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), da Polícia Civil do Paraná, pelo sequestro do gerente de um banco em Matinhos. Em janeiro de 2017, Celio Afonso da Silva acabou sendo um dos presos arrebatados, após a explosão do muro da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP), e passou a trabalhar fortemente em assaltos. VILIPÊNDIO – Além de integrar esta que está sendo apontada pela polícia como a principal quadrilha de assaltos a bancos e carros-fortes no estado, o criminoso também atuava no tráfico de drogas na cidade. Por causa de uma disputa por pontos de venda de entorpecentes, ele teria participado da execução de dois homens no início deste mês, na Vila Bracatinga, bairro Pilarzinho em Curitiba. Eles foram assassinados com um fuzil Ak-47. Após o enterro, um dos mortos, Misael Teodoro da Luz, teve o corpo retirado do túmulo, arrastado nu e jogado do outro lado do muro no Cemitério do Boqueirão. A intenção, segundo a polícia, era expor o corpo no Pilarzinho, para mostrar poder diante de outras quadrilhas. “Esperamos trazer tranquilidade para a população e que cessem as ações criminosas desta quadrilha. Vamos continuar as investigações para apreender mais armas e identificar outros bandidos envolvidos”, explicou Brown. Fonte: Secretaria de Segurança Pública do Paraná

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