domingo, maio 20, 2018

Farmacêutico que estava desaparecido é encontrado enterrado em sua casa

A Polícia Civil de Maringá investigou o desaparecimento do farmacêutico, Carlos Henrique Hortencio, de 54 anos, que estava sumido desde o último dia 11 de maio. A família de Carlos Henrique procurou a 9ªSDP 24 horas depois do desaparecimento para registrar um boletim de ocorrência. A equipe chefiada por Everaldo Fernandes, começou a diligenciar e procurar informações para chegar até a vítima. No início da tarde de sábado (19), os policiais civis receberam uma informação importante e deslocaram até a cidade de Moreira Sales onde prenderam Sandro Marcelo Lehn Júnior, de 23 anos, que estava em um hotel. A namorada de Sandro mora na cidade, mas Sandro é residente do Conjunto Borba Gato. No quarto de hotel, a Polícia Civil achou o celular, notebook e o documento de uma camionete Pajero de propriedade do farmacêutico. Sandro imediatamente confessou participação no desaparecimento da vítima e ainda "caguetou" mais dois comparsas. Uma terceira equipe policial que ficou em Maringá foi até o Jardim Universo onde prendeu Luiz Fernando Prestes da Silva, de 20 anos. Sandro Marcelo confirmou aos policiais que tinha enterrado o corpo do farmacêutico Carlos Henrique no quintal da casa da vítima que fica na rua Cariovaldo Ferreira, na zona 8. Os policiais deslocaram de Moreira Sales e foram para Maringá. Os suspeitos Sandro Marcelo e Luiz Fernando levaram os policiais onde estava o cadáver. A vítima Carlos Henrique tinha sido assassinado com duas facadas e depois enterrado na própria casa. Os marginais colocaram jogaram terra por cima e pedaços de madeira para dificultar a localização do corpo. A dupla confessou à polícia ter cometido o crime para roubar a caminhonete da vítima em troca de aproximadamente 50 gramas de cocaína. A ação teria contado com o apoio de um terceiro criminoso, já identificado pelo nome de Hugo que está foragido. O farmacêutico Carlos Henrique Hortencio era amigo de Sandro Marcelo segundo a polícia. O suspeito teria atraído a vítima para uma emboscada na noite do dia 10 de maio. O farmacêutico foi rendido com uma faca após dar carona para Sandro e mais dois colegas. Hortencio combinou pegar o grupo na Avenida Joaquim Duarte Moleirinho, de onde seguiriam para um show na Expoingá. No trajeto os meliantes anunciaram o assalto. A vítima foi amarrada e colocada no porta-malas de sua camionete Pajero. Em uma estrada rural próximo da pedreira, Carlos Henrique Hortencio foi golpeado por duas facadas no pescoço por Luiz Fernando. Depois de matar o farmacêutico, o corpo foi novamente colocado no porta-malas do veículo e levado para a casa da vítima onde foi enterrado. De acordo com o chefe da Furtos e Roubos (SFR) da Polícia Civil, Everaldo Fernandes, Sandro que era amigo do farmacêutico ficou por alguns dias trocando mensagens por "Whatsapp" com a própria família da vítima se passando já que estava em posse do celular de Carlos Henrique. Quando os parentes pediam que respondesse por áudio ele desconversa, o que levou a desconfiança. A camionete Pajero foi lavada logo após o crime na casa de Sandro no Conjunto Borba Gato pois havia muito sangue no porta-malas. Na sequência, o veículo foi levado para Cruzeiro do Oeste foi trocado pela droga. Os três suspeitos tiveram a prisão preventiva decretada e devem ser acusados de latrocínio e ocultação de cadáver. A soma das penas pode chegar a 33 anos de prisão. O terceiro suspeito ainda não foi preso. A família de Hortencio passa pela segunda tragédia em um período de três anos. Em 2 de julho de 2016, a família do farmacêutico passou por um momento de muita dor durante uma tentativa de assalto. O comerciante José Hamilton Hortencio, de 54 anos, jantava com a esposa e o filho em casa, no Jardim São Silvestre, em Maringá. Dois bandidos invadiram o imóvel e anunciaram o assalto. O comerciante para defender sua família reagiu ao assalto e morreu com um tiro depois de dar entrada no Hospital Santa Casa. Os dois marginais envolvidos na morte do comerciante foram presos pela Polícia Civil na época e foram condenados, cada um a 20 anos de regime fechado por latrocínio. Já o farmacêutico trabalhava no Hospital Santa Rita de Maringá. O Carlos Henrique Hortencio era uma pessoa muito querida pelos amigos de trabalho, dedicado em seu trabalho, e muito prestativo. O corpo da vítima foi velado na manhã deste domingo (20) e sepultado no início da tarde. André Almenara

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